O split payment — mecanismo que separa automaticamente o valor do tributo no momento do pagamento — deve entrar em operação em 1º de janeiro de 2027, mas ainda sem estar totalmente completo, segundo a Receita Federal. Nas palavras do subsecretário de Gestão Corporativa, Juliano Brito, para a Valor Economico o split é a “jóia da coroa” da reforma tributária e a intenção é começar na virada do ano, mesmo que de forma parcial.
Hoje, o comprador paga o valor integral ao vendedor e o vendedor recolhe o tributo depois. No split payment, a lógica muda: na hora da transação, a parte do imposto é separada e segue para o governo, enquanto o restante vai para o fornecedor.
Isso reduz o risco de inadimplência e sonegação, mas também muda o “timing” do imposto dentro do caixa das empresas.
Na prática, o split payment tende a estrear em fases: primeiro em alguns meios de pagamento e/ou em alguns tipos de operação (por exemplo, B2B), e só depois expandir para o resto do mercado. Esse desenho é compatível com o que já vem sendo discutido na implementação: o sistema começa onde é mais controlável e evolui conforme integrações e padrões amadurecem.
Para o empresário, o ponto não é se vai existir split payment — é quando e em quais canais ele vai bater primeiro.

