Reforma Tributária: cronograma completo e impactos para empresas.

Guilherme Souza 
em 23/10/2024

O senador Eduardo Braga, do MDB do Amazonas, assumiu a responsabilidade de relatar a Reforma Tributária, estabelecendo um roteiro meticuloso que privilegia o diálogo e a construção coletiva de soluções.

O processo de discussão e refinamento da reforma foi planejado para acontecer por audiências públicas até meados de novembro de 2024. Senador Braga enfatiza que não haverá precipitações, demonstrando um compromisso com a qualidade do resultado.

Para o setor empresarial, destacam-se dois compromissos fundamentais do relator: a preservação de mecanismos importantes para o desenvolvimento econômico e a inclusão de uma trava constitucional para a carga tributária. Braga tem sido enfático ao afirmar que não permitirá retrocessos nas políticas de desenvolvimento das regiões Norte e Nordeste, nem na proteção ao Simples Nacional e à Zona Franca de Manaus. A trava constitucional, por sua vez, visa criar um mecanismo de proteção contra possíveis aumentos futuros de impostos, assegurando a neutralidade da carga tributária sobre o consumo.

Bernard Appy, secretário extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, participará de dois momentos cruciais: a abertura das discussões, apresentando aspectos gerais do PLP 68/2024, e abordando posteriormente o fundo de compensação de benefícios fiscais e o novo modelo de desenvolvimento regional.

Calendário das Audiências Públicas:

  • 29/10: Novos tributos sobre consumo e reorganização econômica nacional
  • 30/10: Impacto no setor produtivo
  • 31/10: Impacto social e regimes diferenciados
  • 04/11: Impacto na saúde (serviços, planos, medicamentos e dispositivos médicos)
  • 05/11: Regimes específicos para serviços financeiros
  • 06/11: Demais regimes específicos
  • 07/11: Infraestrutura, energia, telecomunicações e setor imobiliário
  • 11/11: Simples Nacional e Zona Franca de Manaus
  • 12/11: Imposto Seletivo
  • 13/11: Fundo de compensação e desenvolvimento regional
  • 14/11: Regras de transição, fiscalização e avaliação quinquenal

Após a conclusão das audiências públicas, o texto seguirá para votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, para o Plenário do Senado.

Para as empresas, o momento exige não apenas acompanhamento atento, mas também preparação para adaptar seus processos e estratégias ao novo cenário que se desenha para o futuro próximo do Brasil.

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