A reforma tributária sobre o consumo deu um passo que sai do discurso e entra no dia a dia: o Conselho Superior do Comitê Gestor do IBS (CGIBS) empossou sua presidência e vice-presidências e, com isso, o órgão passa a operar como a engrenagem central do IBS, imposto que vai substituir gradualmente ICMS e ISS. A cerimônia ocorreu em 7 de abril, no Congresso Nacional, em Brasília.
O comando da primeira gestão ficou com Flávio César Mendes de Oliveira (secretário de Fazenda de MS), com Luiz Felipe Vidal Arellano (Fazenda municipal de SP) na 1ª vice-presidência e Luiz Cláudio Fernandes Lourenço Gomes (Fazenda de MG) na 2ª vice. O mandato vai até 31 de março de 2027.
Até aqui, a reforma vinha avançando em marcos legais e desenho institucional. Com o CGIBS “de pé”, começa a fase em que norma vira sistema. E é nessa virada que o custo (ou o ganho) aparece para quem paga imposto:
Em resumo: o IBS começa a ganhar “governança de verdade”, e isso impacta diretamente previsibilidade e custo operacional do contribuinte.
O CGIBS é uma entidade federativa, autônoma e intergovernamental criada para coordenar e administrar o IBS, instituído pela EC 132/2023 e regulamentado pela LC 214/2025.
Entre as competências listadas pelo próprio órgão estão:
Isso é o coração operacional do imposto: quem define regra, executa arrecadação e organiza o contencioso influencia diretamente o custo de cumprir.
O Conselho Superior é o órgão máximo de deliberação do CGIBS e tem composição paritária: 27 representantes dos Estados e do DF e 27 dos Municípios.
A estrutura foi desenhada para evitar um problema histórico do ICMS/ISS: decisões importantes sobre o consumo ficarem “puxadas” por um lado da federação. A paridade não elimina conflitos, mas cria uma mesa única para resolvê-los.
O calendário de trabalho já começou junto com a posse: o Conselho Superior marcou reunião presencial em 8 de abril, em Brasília, para avançar nas pautas administrativas necessárias à estruturação do comitê.
Antes mesmo da solenidade, o colegiado já vinha aprovando medidas típicas de “organização de máquina”, como formalização jurídica, conta bancária, contratação de sistema de gestão financeira e criação de comissões técnicas para regimento interno, regulamento do IBS e operação.
Se você é CFO, diretor tributário ou lidera operações, três sinais valem monitoramento:

