A reforma tributária criou um novo imposto sobre consumo, o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), e colocou a administração dele nas mãos de um órgão nacional: o Comitê Gestor do IBS. Nesta semana, esse comitê avançou em um ponto decisivo para sair do papel.
Na terça-feira, 27 de janeiro de 2026, a CNM (Confederação Nacional de Municípios) elegeu, por unanimidade, 14 representantes titulares e 28 suplentes para compor a representação municipal do Comitê. Na sexta-feira anterior, 23 de janeiro de 2026, a FNP (Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos) já havia indicado seus 13 titulares e 26 suplentes. Com isso, a composição municipal ficou completa, juntando municípios de diferentes portes e regiões.
O IBS é o imposto criado pela reforma tributária para substituir gradualmente o ICMS (estadual) e o ISS (municipal). Para a empresa, a mudança não é só de nome. Ela mexe em:
O IBS nasce com a intenção de ter regras mais uniformes do que o modelo atual, que varia por estado e município.
O Comitê Gestor será o órgão responsável por administrar o IBS. Isso inclui funções que importam diretamente para quem produz, vende, presta serviço ou compra:
Em termos simples: é o comitê que tende a definir como o IBS vai funcionar “no chão”, no dia a dia.
A composição do Comitê é paritária: estados de um lado e municípios do outro, com participação municipal definida por representantes indicados por CNM e FNP.
Quando a bancada municipal não está completa, a estruturação operacional fica travada ou politicamente fragilizada. Com os nomes escolhidos, a expectativa é que o Comitê avance em 2026 em pontos que interessam ao setor produtivo:
Para a empresa, isso se traduz em uma pergunta objetiva: quando o Comitê começa a tomar decisões que mudam rotina fiscal, sistemas e risco de autuação? A eleição não responde tudo, mas destrava o passo anterior.
Mesmo antes da substituição completa de ICMS e ISS, 2026 já é um ano de preparação operacional. O que vale monitorar de perto:
Se você tem operação em muitos municípios, esse ponto é ainda mais crítico: a promessa de simplificação só aparece quando as decisões do Comitê realmente viram padrão.

