O calendário da regulamentação da reforma tributária sofreu mais um ajuste. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) adiou a apresentação do relatório do PLP 108/2024, que define a estrutura e o funcionamento do Comitê Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), a pedido do Ministério da Fazenda.
A nova previsão é de que o texto só entre em votação no segundo semestre, após uma nova rodada de entendimentos com estados e municípios. Segundo Braga, há pontos “sensíveis” que ainda precisam de ajustes técnicos, o que sinaliza que o Executivo quer evitar conflitos federativos no momento final da tramitação.
O Comitê Gestor do IBS será a engrenagem operacional do novo sistema de arrecadação, responsável por dividir os recursos entre estados e municípios. O PLP 108/2024, portanto, não trata de alíquotas ou exceções setoriais, mas de governança tributária: quem decide, como decide e com quais critérios.
Esse adiamento significa que ainda não há consenso sobre:
Embora esse não seja um tema “de prateleira” para o varejo ou para a operação diária das empresas, ele impacta diretamente o ambiente de negócios a partir de 2026. A forma como o Comitê será estruturado determinará:
Ou seja, o empresariado precisa acompanhar a definição do Comitê com o mesmo rigor com que monitora a carga tributária. Um comitê técnico, autônomo e bem estruturado será decisivo para garantir previsibilidade e eficiência ao novo modelo.
Mesmo com o adiamento, o setor produtivo pode, e deve, se mobilizar:

