A atualização da NR-1 já está valendo e, desde ontem, as empresas passaram a estar sujeitas à fiscalização sobre riscos psicossociais, isto é, fatores da organização do trabalho que podem impactar a saúde mental dos empregados e precisam estar mapeados no GRO/PGR.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que não vai divulgar uma lista oficial de setores prioritários. Ainda assim, o recado é claro: a fiscalização tende a mirar, primeiro, os segmentos com maior volume de adoecimento e estruturas com grande contingente de pessoas, onde o risco é mais escalável.
O que o fiscal vai procurar
Na prática, a cobrança não é “ter ações de bem-estar”. É ter gestão de risco registrada e verificável:
- riscos identificados por área/atividade (metas, jornada, assédio, pressão operacional, falta de suporte)
- medidas adotadas (controle de jornada, revisão de metas, treinamento de liderança, protocolo de apuração)
- evidências de execução e acompanhamento (responsável, prazo, indicador)
Sem isso, a empresa fica exposta a autuação, e o problema pode escalar para disputas trabalhistas e reputacionais.
Quem deve sentir primeiro
Mesmo sem lista pública, é razoável esperar foco inicial em operações com grande volume de pessoas e histórico de adoecimentos, como bancos, indústria e serviços intensivos em mão de obra.
Checklist rápido para reduzir risco
- Atualizar o PGR com riscos psicossociais por função/unidade (não por indivíduo).
- Garantir protocolo de apuração (assédio/conflitos) com prazos e fechamento.
- Mapear jornada e metas onde “exceção virou rotina”.
- Definir dono executivo do tema e uma rotina mensal de evidências.
Fonte: Valor Econômico.
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