PLP 108/2024 transforma 2026 em ano de aprendizado sem multas automáticas

Assertif 
em 18/09/2025

A reforma tributária começa a ganhar contornos práticos, e o recado do Congresso é direto: 2026 será um ano de adaptação, não de punição. Com a aprovação do PLP 108/2024 na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, empresários terão a chance de se ajustar às novas regras fiscais sem a ameaça imediata de autuações pesadas.

O texto prevê que, em caso de descumprimento de obrigações, a empresa será notificada e terá 60 dias para corrigir falhas. Se regularizar dentro do prazo, a multa será extinta. “O ano de 2026 é de pedagogia pura”, afirmou o senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator da proposta.

Por que isso é decisivo para o empresariado

  • Menos risco: as multas deixam de ser automáticas, reduzindo passivos logo na largada.
  • Mais previsibilidade: tempo para ajustar sistemas, fornecedores e equipes.
  • Segurança na transição: contribuintes poderão testar processos antes da aplicação definitiva da CBS e do IBS.

Para os empresários, isso significa que o foco em 2026 deve ser em aprendizado, tecnologia e compliance, não em litígios e autuações.

Além de transformar 2026 em um “ano-teste”, o projeto aprovado também trouxe pontos que impactam diretamente o ambiente de negócios:

  • Notas fiscais consolidadas para IBS e CBS, atendendo plataformas digitais.
  • Imposto Seletivo com alíquota máxima de 2% sobre bebidas açucaradas.
  • Split payment ampliado para operações entre empresas (B2B).
  • Cálculo da transição do IBS (2029–2033) ajustado para preservar arrecadação proporcional ao PIB histórico.
  • ITCMD sobre quotas e ações baseado no valor de mercado do patrimônio líquido somado ao fundo de comércio.
  • Câmara Nacional de Integração do Contencioso Administrativo reforçada, com decisões vinculantes que também alcançam a Receita Federal.

O PLP 108/2024 ainda precisa passar pelo Plenário do Senado e, em seguida, pela Câmara dos Deputados. Somente após sua aprovação será possível instalar o Comitê Gestor, que terá papel central na harmonização das normas do novo sistema tributário.

Enquanto isso, empresas devem se preparar: 2026 será o momento de testar, errar e corrigir, mas sem espaço para descuido. A lição é clara: quem usar bem esse período de transição sairá na frente em 2027.

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