A reforma tributária do consumo entrou no calendário eleitoral. Levantamento citado em reportagem com assinatura Folhapress aponta que há 50 projetos em tramitação no Congresso buscando alterar pontos da reforma; cerca de 70% mexem no Imposto Seletivo (IS) e o restante tenta abrir novas exceções na CBS e no IBS.
Para empresas, o efeito é menos ideológico e mais operacional: quanto mais exceções entram, mais a alíquota “padrão” tende a subir para fechar a conta — e o planejamento de 2027 fica mais difícil. A própria reportagem registra a preocupação do governo com uma “nova onda” de flexibilizações no Congresso em meio ao ambiente de campanha.
A pressão aumentou após declarações públicas defendendo adiar a entrada em vigor da CBS e do IS. Esse tipo de sinalização animou setores que ficaram insatisfeitos com o texto aprovado e enxergam 2026 como janela para “reabrir” partes do desenho.
Do lado do Executivo, existe um componente de timing político: o governo ainda não enviou ao Congresso a proposta com alíquotas do Imposto Seletivo, justamente por receio do desgaste eleitoral associado a itens sensíveis (como bebidas e automóveis).
O argumento é simples: se determinados setores ganham redução/isenção, o restante da economia paga mais para manter a neutralidade de arrecadação. Essa é a engrenagem que tende a piorar a conversa de “o IVA vai ficar alto” — e é por isso que o tema vira munição política.
A legislação já tenta impor disciplina: alterações que reduzam ou aumentem arrecadação exigem estimativa de impacto nas alíquotas de referência do IBS/CBS.
Mudança de regra em cima da hora é o pior cenário para quem está ajustando ERP, emissão fiscal, cadastros e precificação. Cada “nova exceção” carrega uma cauda: parametrização, treinamento, contrato, contingência e disputa de interpretação.
A maioria das propostas mexe no IS — e isso importa porque o seletivo é, ao mesmo tempo, político (incide em itens de consumo popular) e orçamentário (substitui parte do papel do IPI em 2027).
Segundo o mapeamento citado na reportagem, 41 projetos estão na Câmara e 9 no Senado.
Entre os exemplos mencionados:
Para o decisor, o melhor uso dessa informação é governança:
Fonte original: reportagem da Folha de S.Paulo (Folhapress), assinada por Adriana Fernandes, reproduzida em veículos parceiros.

