O Senado aprovou nesta terça-feira (30) o projeto que cria o Comitê Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), peça-chave da segunda etapa da regulamentação da reforma tributária promulgada em 2023. O texto segue agora para análise da Câmara dos Deputados e, em seguida, para sanção presidencial.
Com 51 votos favoráveis, 10 contrários e uma abstenção, a proposta define como será a gestão da parcela do IBS que caberá a estados e municípios. O órgão será formado por representantes de governadores e prefeitos e terá a responsabilidade de editar normas infralegais sobre o novo sistema, previsto para entrar em vigor em janeiro de 2026.
Para os empresários, o projeto traz avanços importantes no sentido de reduzir inseguranças durante o período de transição:
Além disso, o texto aprovado trouxe ajustes em impostos específicos: o ITCMD não incidirá sobre heranças de previdência privada complementar e foi simplificado o cálculo em transmissões de ações ou quotas fora da bolsa.
Para o setor produtivo, a criação do Comitê Gestor é um passo decisivo para a operacionalização da reforma. O grande desafio agora será acompanhar a edição de normas pelo novo órgão e garantir que a simplificação prometida não se transforme em novos custos de conformidade.
A expectativa é que a Câmara analise o texto ainda neste ano. A partir de 2026, todas as empresas brasileiras precisarão adaptar seus sistemas e rotinas fiscais para o IBS e a CBS.

